Via Algarviana
5 dias de férias autoguiadas em btt no circuito GR13, a Via Algarviana. 300 km de trilhos antigos ligam a vila de Alcoutim no leste algarvio até o promontório de Sagres na ponta mais a sudoeste do Algarve, mais conhecido por Cabo de S. Vicente.
Desde os tempos Mouros (séc. XI) o cabo é considerado como um “Promotorium Sacrum”, um local sagrado motivando peregrinos a viajar até ao sítio onde supostamente chegavam as relíquias de S. Vicente, vindas de barco. A ligação entre o rio Guadiana e o cabo, para o povo Mouro, tornou-se conhecida como “Caminhos de S. Vicente” e é nesta lendária rota que hoje em dia a Via Algarviana é baseada.
Como caminhos de S. Vicente, GR13 é projetado para pedestres. No entanto amadores locais de btt reconhecem que a rota é adequada a ciclistas de todo o terreno com algum treino e só com uns pequenos trechos em que se deve desmontar e carregar a bicicleta.
Para além de percorrer caminhos medievais a Via Algarviana procuras os trilhos rurais do montanhoso interior algarvio. Uma surpreendente sequência de caminhos conectando as pessoas do sul de Portugal aos seus campos, instalações, aldeolas, e vilas. Alguns trilhos ainda a ser usados por agricultores e habitantes locais, outros, quase esquecidos. Todos juntos fazem uma dura volta de btt para experimentar a serena simplicidade e beleza da vida e natureza nos montes e montanhas do Algarve interior.
O nosso objectivo é oferecer a ciclistas de montanha em forma e competentes, informação sobre as rotas, reservas de pernoita para umas férias de passeio pelo campo em btt ao melhor preço. O alojamento baseia-se em serviço de cama e pequeno-almoço em hotéis de 3 estrelas ou charmosas pensões rurais. A escolha de alojamento no vasto interior escassamente povoado é limitada. No entanto garantimos que irá dormir descansada e confortavelmente após um bom dia em bicicleta e um acolhimento caloroso.
ITINERÁRIO
Dia 1: Alcoutim até Vaqueiros, 60 km, 1570 mtr alt.
Saindo de Alcoutim, um prolongado adeus ao rio Guadiana e Espanha. O primeiro dia de passeio em bicicleta dá uma excelente ideia sobre o que é o ciclismo de montanha na Via Algarviana. Trilhos desertos, travessia de alguns cursos de água, aldeolas isoladas com os seus fornos comunitários para cozer pão e simpáticos habitantes locais; também algumas sérias subidas antes de chegar a Vaqueiros. Uma área vasta fracamente populada onde por exemplo estevas, sobreiros e medronheiros crescem em abundância. Vaqueiros é parte de uma vila maior com um excelente restaurante local onde poderá encontrar tudo o que precisa para recuperar das experiencias deste primeiro dia.
Dia 2: Vaqueiros até Salir, 65 km, 2180 mtr alt.
No início mais alguma exploração das montanhas de Tavira depois, a seguir a Cachopo transitamos para a cadeia montanhosa da serra do Caldeirão onde as colinas xistosas se tornam um pouco mais altas e os vales um quanto mais profundos. Não é uma etapa fácil mas tem um dia inteiro para a completar enquanto observa a vida agrícola na montanha. Pelo final do dia os esforços são recompensados, primeiro com grandes vistas da montanha para oeste depois de passar por Barranco do Velho, seguido depois por uma fantástica descida rochosa saindo das montanhas do Caldeirão até à parte mais baixa, o barrocal à volta de Salir.
Dia 3: Salir até Silves, 66 km, 1370 mtr alt.
A etapa com mais mudanças de cenário, em parte devido a passar pela zona barrocal mais inabitada. Como gratos recipientes de água da montanha as inúmeras nascentes tornam o barro vermelho do barrocal em terreno fértil para pomares de frutos secos tal como a amêndoa e a alfarroba, figos e também cultivo de citrinos, laranja e limão que espalham os seus fantásticos aromas ao redor dos pomares no inverno e na primavera. Depois de termos passado pela vila agrícola de S. Bartolomeu de Messines voltamos aos trilhos na rocha xistosa que se estendem ao longo do reservatório do Funcho. Entramos nas montanhas de Silves com uma longa subida ao final do dia, mas rapidamente as primeira vistas sobre o impressionante Castelo Mouro anunciam um merecido descanso em Silves ou Xelb tal como era chamada a capital do Al Gharb e Andaluz nos tempos do reinado Árabe.
Dia 4: Silves até Monchique, 32 km, 1400 mtr alt.
A etapa de hoje, mais curta, parece ser um convite atrativo para explorar um pouco mais a interessante cidade de Silves, como por exemplo uma visita ao castelo, ao museu arqueológico ou ao museu da cortiça.
Contemplar a ponte Romana a partir dos terraços ao longo do rio Arade é também uma bela maneira de começar o dia. No entanto não nos podemos perder por muito tempo porque ainda temos um passeio duro pela frente. Ao sair de Silves há uma série de subidas curtas mas violentas nas íngremes encostas densamente florestadas. Depois de descer até à ribeira de Odelouca e de a atravessar, entramos nas montanhas de Monchique onde nos espera a longa subida para a Picota.
É a subida mais longa na Via Algarviana e lá mesmo no cimo temos que negociar com os enormes blocos graníticos de origem vulcânica para conseguir atravessar carregando as bicicletas. Mas se os 360° de vista do topo não tiverem valido a pena, a descida até Monchique através da densa floresta de eucaliptos, castanheiros e sobreiros vai valer.
Dia 5: Monchique até ao Cabo St. Vincent, 92 km, 1450 mtr alt.
Apesar da última etapa da Via Algarviana consistir principalmente de descidas, acumula uma considerável altitude especialmente devido á sua distância e á primeira subida imediatamente á saída de Monchique. Com um pouco de sorte num dia sem nevoeiro, há estupendas vistas a norte do topo de Foia antes de prosseguir pelos trilhos florestados até à típica aldeia de montanha de Marmelete. A partir daqui a confortável descida deixando as montanhas para trás, leva-nos a uma pequena zona barrocal junto ao reservatório de Bravura. A cadeia de colinas de Espinhaço de Cão é coberta por um amplo pinhal junto a Barão de S. João e tem que ser atravessado antes de chegar aos espaços abertos do parque natural da Vicentina.
Após vários dias de cenários do interior, possivelmente com vales quentes e subidas cálidas, o cheiro do mar e o vento sempre generoso nesta área, produzem uma mudança refrescante. Os últimos quilómetros na península de Sagres são uma benesse. Não há mais montes com que lidar, simplesmente o piso acidentado das rochas irregulares. Mas tudo isto é facilmente suplantado pela beleza do farol do cabo, a sua localização única, a sua biodiversidade com algumas espécies de plantas endémicas, a mística da história da região e a sensação agridoce de terminar um passeio de 5 dias em bicicleta, partilhando altos e baixos com amigos no sul de Portugal.
PRICES
- Janeiro: 595 €
- Fevereiro: 595 €
- Março: 595 €
- Abril: 625 €
- Maio: 625 €
- Junho: 660 €
- Setembro: 660 €
- Outubro: 625 €
- Novembro: 595 €
- Dezembro: 595 €
Os preços acima mencionados são para todo o ano exceto Julho e Agosto, por participante com base em partilha de quartos duplos.
Não recomendamos que se passeie em bicicleta pela Via Algarviana durante os meses de Julho e Agosto devido ás altas temperaturas do interior algarvio. Em qualquer outra altura do ano é bem possivel. Em Junho e Setembro podera estar bastante quente. Em Novembro e Dezembro contamos que haja mais chuva, Janeiro pode ser bem fresco mas em qualquer destes meses se pode ter uma agradável e soalheira travessia do Algarve.
INCLUI:
- Informação sobre a rota e trilhos GPS oficiais
- Alojamento com pequeno almoço incluido por 6 noites
- Transferência desde o ponto de chegada ao Algarve até Alcoutim (aeroporto de Faro ou qualquer estação de comboios) no dia 0
- Transferência desde o Cabo de S. Vicente, no quinto dia, de volta para Alcoutim, ao seu local de chegada, ou para Lagos ou Albufeira, se optar por ficar mais uma noite.
- Transporte de bagagem entre todas as etapas
- Contribuição para a manutenção do GR13 pela associação Almargem
- Emissão de CO2 compensado em projetos de desenvolvimento sustentável em países do terceiro mundo para toda a bagagem de bicicleta, e transferências pessoais
NÃO INCLUI
- Almoços, lanches e bebidas durante as etapas. Dar-lhe-emos indicações sobre onde se podera reabastecer de bebida e comida ao longo da rota.
- Em vez de trazer só as suas barras twix, recomendamos fortemente e até encorajamos a que adquira os seus mantimentos nas lojas e cafés locais. Os produtos locais tais como a laranja, figos, amêndoas, alfarrobas, mel, queijo e presunto e mesmo pão fazem excelentes bolos regionais e snacks para garantir que tenha energia em abundância para um dia em bicicleta.
- Jantares. O recepcionista do seu hotel ou pensão pode recomendar-lhe os melhores locais nas redondezas para jantar. Outra oportunidade para provar da nossa gastronomia. Não se esqueça de terminar o seu jantar com aguardente de medronho produzido na região e faça uma comparação diária durante a semana!
- Suplemento individual. Não recomendamos que se proponha a fazer esta viagem pela Via Algarviana sem estar acompanhado por razões de segurança. Um acidente pode sempre acontecer em ciclismo de montanha e ajuda podera não estar proxima na imensa vastidão vazia do interior Algarvio. Se não encontrar ninguém que o acompanhe, recomendamos que se junte aos passeios guiados na Via Algarviana, também oferecido neste sitio da web.
- Seguro de viagem, que fortemente recomendamos que faça.
OPçÕES
- Aluguer de bicicleta de qualidade, Trek ou Gary Fisher com travões de disco hidraulicos, 18 euros por dia
- Seguro pessoal contra acidentes, 14 euros pela semana
- Aluguer de GPS, 8 euros por dia
- Serviço de guia por um experiente guia de ciclismo de montanha, 100 euros por dia
- Noite extra em Lagos ou Albufeira
Reservas e Questões: [email protected]
In co-operation with Almargem
