gr13 via algarviana, carrasqueiro-monchique, 104 km
28-04-2010 21:01
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GR13 Via Algarviana, Carrasqueiro - Monchique
É o nosso segundo dia na Via Algarviana. Depois de um soberbo jantar, cama quente e um pequeno-almoço variado na Quinta do Coração em Carrasqueiro estamos perante a transição entre a Serra do Caldeirão e a Serra de Monchique passando pela área barrocal do Algarve. Esta fase é a que apresenta mais variedade em todo o itinerário da Algarviana. Após as vastas paisagens do leste Algarvio de ontem, encontramos hoje constantes mudanças em trilhos, superfície, vegetação e cenário.
Os trilhos de montanha mais largos mudam para muitos trilhos mais estreitos ao longo de paredes calcárias nas vizinhanças de Salir e Santa Margarida. Os trilhos vermelhos e rochosos estão secos e transitáveis. Em dias de chuva pode vir a ter dificuldades aqui em manter a bicicleta em andamento enquanto lavra através de barro pegajoso. Esta área barrocal fértil está cheia de figos, amêndoas, alfarrobas e sobreiros. Há muitas quintas e aldeolas que mais para oeste parecem estar ocupadas com culturas de citrinos. Percorremos mais pequenas estradas alcatroadas através dos laranjais entre Alte e S. Bartolomeu de Messines. Isto facilita a viagem até subirmos uma estrada irregular em basalto um bocadinho antes de Messines e descermos por um vale dentro. O estreito caminho ao longo do rio Meirinho em breve ser torna intransitável e temos que fazer um bom bocado a pé ao lado das bicicletas, atravessando o rio duas vezes e lutando para subir o íngreme carreiro afastando-nos do leito do rio.
Depois de atravessar a vila de S. Bartolomeu de Messines a superfície muda outra vez para trilhos de ardósia que encontramos ao longo do reservatório do Funcho e nas florestas de eucaliptos da Serra de Silves. Uma difícil secção desta fase são os curtos mas íngremes trilhos florestais pelo cimo das colinas a norte de Silves. Acelerando nas descidas de umas nela-nos a meio da seguinte mas é necessária toda a força e mudanças baixas para chegar até ao topo. Isto é repetido várias vezes e faz um sério aquecimento para a subida da Picota que nos espera do outro lado da ribeira de Odelouca. Esta subida é totalmente diferente por ser longa e uniforme. É a subida mais longa de toda a Via Algarviana e enquanto vamos subindo a ardósia começa a dar lugar a granito cinzento e os trilhos agradáveis a pequenas e íngremes estradas florestais alcatroadas. Após finalmente mas felizmente ter arrastado as nossas bicicletas até ao topo das grandes rochas graníticas da Picota infelizmente ficamos com pouco para ver. O cume é enevoado como de costume e é já demasiado escuro para disfrutar a descida pelos maravilhosos trilhos da Picota pela densa floresta até à vila de Monchique. Mais um dia intenso em btt alcança o seu término na Hospedaria Descansa Pernas...
Distância: 103,73 km.
Subida acumulada: 2396 m.
A nossa avaliação:
- Dificuldade técnica: 3/5
- Dificuldade física: 4/5
- Cenário: 4/5
Pontos de interesse:
- Caldeirão, Natura 2000 PTCON0059, www.icnb.pt
- Velho moinho de água no rio Seco mesmo antes de Salir
- Igreja Matriz de Salir do séc. XVI
- Ruinas de castelo Mouro do séc. XII ou XIII e local Arqueológico em Salir
- Sítio classificado da Rocha da Pena
- Barrocal, Natura 2000 PTCON0049, www.icnb.pt
- Igreja Matriz de Alte do séc.VIII e Capela do séc XVI
- As nascentes de Fonte Pequena e Fonte Grande em Alte
- Cascata do Vigário cerca do cemitério de Alte
- Moinho de água Abóboda do séc. XIII no rio Alte
- Museu Casa Memória d'Alte
- Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines do séc. XVI
- Casa do poeta João de Deus em Messines
- Menires e túmulos da era megalítica perto de Vale Fuzeiros
- Centro de reprodução do Lince Ibérico (em vias de extinção) entre Vale Fuzeiros e a barragem do Funcho, www.aguasdoalgarve.pt, www.lpn.pt, www.soslynx.org
- Silves tem uma herança histórica, cultural, arqueológica e natural extremamente rica. A cidade em si está um pouco fora da Via Algarviana para incluir tudo aqui, mas Silves poderia ser um excelente local de pernoita da Algarviana ou então vale a pena uma visita separada.
- Monchique, Natura 2000 PTCON0037, www.icnb.pt
- Geologia, sienite de origem vulcânica em Picota
- A diversidade de vegetação em Monchique inclui por exemplo rododendro, castanha e as classificadas Araucaria Heterophylla (2), Platanus hybrida (1), Quercus Canariensis (1) e Magnólia Grandiflora (1)
- Igreja Matriz de Monchique do séc XV e XVI
Comida e bebida:
- Passando pelas vilas de Salir, Benafim, Alte e S. Bartolomeu de Messines, excursionistas podem encontrar vários cafés, restaurantes e pequenos supermercados. Se subirem a Monchique sem visitar Silves, então certifique-se que se abastece em Messines.
Autor da rota: Almargem, www.almargem.org, www.viaalgarviana.org
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