gr13 via algarviana, alcoutim-cachopo, 75 km
full screen, open track in gpsies
GR 13 Via Algarviana, Alcoutim - Cachopo
O segundo caminho(a pé) de longa distância assinalado no Algarve, é mais conhecido por Via Algarviana. 300 km de caminhos e trilhos através do interior Algarvio ligando o Cabo de São Vicente a Alcoutim e ao resto do GR13 e a rede Europeia das assim chamadas Grande Randonnées, ou rotas GR. Esta ideia tem vindo a ser pensada desde ha muito tempo e é graças aos esforços da organização Almargem que o projecto foi finalmente realizado em 2009 tentanto agradar a pedestres, BTT, cavaleiros, e amantes da natureza e cultura Algarvia em geral.
Mais que curiosos para descobrir quão adequada esta rota GR realmente é para bicicletas, esperamos impacientemente por um fim de semana livre. Obviamente que ha varias maneiras de enfrentar um desafio de 300 km em btt. De forma a reduzir a logistica ao minimo, optamos por um arranjo de 3 dias com 2 dormidas pelo caminho, carregando pequenas mochilas com itens que pensamos ser indispensaveis.
O plano para o primeiro dia é pedalar de Alcoutim até Barranco do Velho, percorrendo a Via Algarviana de este para oeste. Para nos 4, vivendo no centro e oeste Algarvio, esta é a parte da rota com que estamos menos familiarizados. No entanto a Via Algarviana dá-nos uma bonita apresentaçâo ao cenário rural do leste. Quase nenhumas estradas alcatroadas e bons trilhos para btt. Longe de tudo, cenários montanhosos com oliveiras, amendôeiras, sobreiros e carvalhos, pinheiros reflorestados, esteva, lavanda e arbutus (medronheiros). O passeio tem por destaque passagens ocasionais por aldeias minúsculas com os seus fornos a lenha comunitários. Casas, palheiros, terraços das quintas e os pavimentos das ruas sâo muitas vezes construídos inteiramente com ardósia da área. Isto também nos lembra de ter cuidado extra ao descer uma vez que estas rochas aguçadas podem cortar os pneus da bicicleta com demasiada facilidade.
Para nosso alívio encontrámos a Via Algarviana bastante bem assinalada. De bicicleta tem-se menos tempo que a pé para reparar nos sinais, especialmente quando se vai a descer, mas os sinais característicos a branco e vermelho estão lá. Quem participa regularmente em maratonas em bicicleta de montanha ou eventos semelhantes sabe que tem que poupar alguma da sua energia para procurar sinais e navegação. Levou-nos alguma pesquisa saindo da vila de Balurcos e a seguir atravessando o rio (wide) Foupana. Até um certo nível, isto faz parte de btt auto-guiado, mas algumas melhorias podiam ser feitas. Esperançosamente a manutenção da Via Algarviana será continuada e organizada em comunicação e interação com quem tem vindo a explorá-la.
A nível de cenário esta primeira parte do GR13 faz uma muito boa rota para bicicletas de montanha. No entanto esta não é uma viagem fácil. Há uns quantas colinas grandes para subir como pode ser facilmente visto no gráfico de altitude. Exploradores futuros têm que se certificar que estão bem preparados e em forma, de outra maneira simplesmente não há diversão e prazer em percorrê-la. A dificuldade relativa desta rota para ciclistas pode ser ilustrada com o fato que depois de um dia inteiro em bicicleta, poucas paragens e sem problemas técnicos, encontramo-nos na bonita vila de Cachopo com 75 km percorridos. Estamos a meio de Dezembro e são quase 16:00 horas o que nos diz que provávelmente não temos tempo suficiente para fazer os duros 29 km até Barranco do Velho ainda de dia. É uma pena porque o vale de Odeleite á nossa frente é uma área fantástica para btt. No entanto a ideia de tentar encontrar o nosso caminho pelo vale em completa escuridão não tem muitos apoiantes. Decidimos ir até Barranco do Velho seguindo a estrada principal nº 124 e todos concordam que foi um dia maravilhoso em bicicleta na Via Algarviana.
Distância: 75,04 km
Subida acumulada: 1706 m.
Nossa avaliação:
- Dificuldade técnica: 2/5
- Dificuldade física: 3/5
- Cenário 4/5
Pontos de interesse:
- Guadiana, Natura 2000 PTCON0036, www.icnb.pt
- Castelo de Alcoutim do séc. XIV , Castelo da Vila
- Fortaleza Moura do séc. VIII mesmo à saida de Alcoutim, Castelo Velho
- Museu arqueológico de Alcoutim
- Igreja Matriz de Alcoutim do séc. XVI
- Museu de arte religiosa do séc. XVI e Capela do sé. XVIII em Alcoutim
- Capela de St. Antóniol, Alcoutim
- Dolmen da Anta do Malhão em Afonso Vicente
- Antigas minas de cobre em Furnazinhas
- Moínhos de vento em Furnazinhas, Azinhosa, Graínho, Alcarias de Baixo e Casas Baixas
- Parque mineiro Cova dos Mouros em Vaqueiros
- Museu etnográfico e antropológico Nucleus em Cachopo
- Igreja de Cachopo datada do séc. XVI.
Comida e bebida:
- Vários cafés e restaurantes em Alcoutim
- Snack bar Tempero, Cortes Pereiras
- Café Nikko, Balurcos de Baixo
- Snack bar Ti Emídio, Corte Velha
- Uns quantos cafés em Furnazinhas
- Casa de pasto Teixeira, Vaqueiros
- Vários cafés e restaurantes em Cachopo.
Autor da rota: Almargem, www.almargem.org, www.viaalgarviana.org
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